Rachel Poubel

Por Rachel Poubel

Bacharel em Direito, Administradora, Terapeuta para Mulheres, Hipnoterapeuta e Organizadora do Movimento Mulher de Identidade. INSTAGRAM: @rachel_poubel

Por Rachel Poubel

Bacharel em Direito, Administradora, Terapeuta para Mulheres, Hipnoterapeuta e Organizadora do Movimento Mulher de Identidade. INSTAGRAM: @rachel_poubel

Traição no casamento e filhos como desculpa

Você acha que, após uma traição, o fato de você ter filhos é um peso? Pois bem, depois de uma traição, não é incomum que algumas mulheres comecem a pensar: “eu tenho filhos, como que vai ficar? Os meus filhos vão ficar traumatizados, isso é muito ruim”. É neste momento que essas mulheres começam a se lembrar de crianças que têm pais separados e que isso é muito ruim para a família e para o psicológico delas. Falam até que não querem se separar por causa dos filhos, sem ao menos colocarem em pauta o que ela propriamente está sentindo.

Se essa mulher realmente quer continuar esse relacionamento, é necessário, antes de tudo, refletir o que ela imagina fazer depois dessa situação. E jamais colocar os filhos como motivadores para continuar casada.

Mulher, pensa comigo: seus filhos não podem carregar essa responsabilidade para si. O relacionamento marido e mulher não tem nada a ver com o relacionamento pai e filho. Claro que uma família unida é muito bonito, mas, se isso está ofendendo a felicidade do casal, será que vale a pena?

Se quer continuar, não leve essa culpa para seus filhos. Eles não tem como resolver essa situação por você. Reafirme sua identidade, busque o que faz sentido para você, porque você e seu esposo vão continuar sendo pais. Mas então eu pergunto: será que vai existir uma boa relação depois disso se vocês continuarem casados, no meio de tanta desconfiança e falta de perdão?

Você nasceu para ser feliz. E será uma mãe muito melhor se buscar cotidianamente essa felicidade. Jogar para debaixo do tapete, sem resolver nada, e ainda colocando os filhos como desculpa, só prejudicará a todos. Se você se privar de resolver, dará uma carga muito grande ao seu filho, que nada tem a ver com toda essa situação que o casal vem passando. Não jogue para seus filhos a responsabilidade que é só sua e do seu esposo.


RACHEL POUBEL
Terapeuta para Mulheres, organizadora do Coletivo Mulheres de Identidade

Se você foi traída, leia esse texto

“Fui traída, e agora, o que eu faço?” Essa é uma pergunta que muita mulher se faz quando descobre que foi traída. Pânico, dúvidas, medo, ansiedade, agústia... Todos os sentimentos tóxicos parece que surgem de uma única vez neste momento.

Isso acontece porque, muitas vezes, a vida está tão estabilizada, tudo tão certinho, que uma notícia dessa, de descobrir uma traição, chega como uma bomba devastadora. Às vezes, a traição não é novidade, já vinha de muito tempo, a mulher inclusive já suspeitava, mas isso não excluir seu susto e pânico naquele momento. E agora? O que se faz numa hora dessas?

Começa o desespero. Passa a se perguntar “o que eu fiz para merecer isso?” Muitas vezes, fatos como esse destroem a identidade da mulher por bastante muito, porque infelizmente ela assume pra si a culpa de ter sido traída. Então surge um dos sentimentos mais destrutivos que existem para a mulher nessa hora: culpa. E essa culpa pode lhe levar a uma autopunição.

Se você, mulher, já passou por isso, preste atenção! Nesse momento, o que tem que fazer é um questionamento do que aconteceu, fazer uma retrospectiva das suas atitudes. Como foram suas atitudes com o seu parceiro? Você realmente contribuiu com isso de alguma forma?

Depois de fazer essa reflexão, você está preparada para colocar as cartas na mesa. Converse com seu companheiro, pois, muitas vezes, o que acontece é uma explosão de emoções, com acusações de um para o outro outro, brigas e até agressões com gritos… Isso não ajuda a resolver a situação, muito menos contribui para ter clareza sobre o que vem ocorrendo de verdade. O primeiro passo é sempre o diálogo, primeio consido mesma, depois com o parceiro.

Conversar depois de ter feito a autoreflexão é tentar entender tudo, para colocar em pratos limpos, com um diálogo franco. Isso tudo serve a um único objetivo: saber o que realmente vai lhe fazer feliz.

É importante ter a consciência do que é um valor para você, do que faz realmente sentido na sua vida neste momento e de como vai se sentir bem. A pior coisa a dizer neste momento é: “está tudo bem, deixa pra lá, eu te perdoo”. Se fizer simplesmente isso, sem autoreflexão e sem a conversa franca e sem filtros com o parceiro, todos os dias aquela situação virá à sua mente, não lhe deixará em paz internamente, voltando a cada pequeno outro conflito ou dúvida sua. Dessa forma, ficam permanentes aquele desgaste, a sensação ruim, o pânico de ocorrer de novo.

Reflexão e diálogo, anote essas palavras. Saiba que é importante também entender o que seu parceiro sente, procurar saber o ponto de vista dele diante dessa situação, mesmo que você não concorde. Descobrir o que se passa do outro lado, mesmo que depois você decida continuar ou não com ele, é essencial para sua própria evolução como mulher. Não adianta se desesperar, ficar se descabelando, brigando, pois isso não resolve problema nenhum.

Seja uma mulher de identidade. Posicione-se ditante dessa situação, com clareza. E jamais jogue para debaixo do tapete sem ter ciência total dos efeitos. Faça o melhor para você, o que te fará bem. Você nasceu para ser feliz e para viver um relacionamento prazeroso. Nunca se esqueça disso.

RACHEL POUBEL
Terapeuta para Mulheres, organizadora do Coletivo Mulheres de Identidade

A mulher tem a obrigação de ser mãe?

Toda mulher é obrigada a querer ser mãe? Estou fazendo essa pergunta porque ouço de algumas mulheres o real desejo de não quererem ser mãe. Então, ponho a questão: se a mulher não quer ser mãe, pelos motivos pessoais dela, por qual razão a forçamos socialmente a essa condição?

Pessoalmente, conheço pessoas que dizem assim: “quero me casar, porém não quero ser mãe, nunca”. E, quando ressoam frases assim, vejo os olhares das pessoas ao redor, que logo em seguida soltam um energico “como assim você não quer ser mãe? Toda mulher quer ser mãe! Como você não quer?”

Não, não é verdade que toda mulher quer ser mãe. Existem mulheres que simplesmente não tem vontade essa vontade, seja pela condição de trabalho que escolheu, seja pelo esforço necessário para cuidar de uma criança, seja porque não se imagina cuidando de alguém, seja porque prefere a vida atual e focada, seja por qualquer outro motivo que não nos cabe de forma alguma julgar. O fato é que não tem qualquer desejo de ser mãe. E tudo bem, porque esse desejo é muito particular e certamente não é a vontade de todo mundo.

Se você é uma mulher que não tem vontade de ter filhos, não se culpe pela opinião dos outros. Uma mulher de identidade sabe o que a faz feliz. E nunca esqueça: você nasceu para ser feliz, não para agradar os outros. 
O corpo é seu, assim como os desejos e escolhas também. Portanto, não se abale de alguém se aproximar com falsas condenações por não querer ser mãe. Independente de qualquer opção que faça, você merece ser feliz, sendo mãe ou não.

Você não deixará de ser importante só porque não quer ser mãe, não deseja ter filhos. Nunca esqueça que isso deve ser uma opção de escolha, não uma obrigação. A responsabilidade de cuidar de um filho é muito grande, de bastante importância, por pode vir apenas por uma pressão social. Essa seria a forma mais aprisionante de escolher algo tão importante e delicado para uma mulher.

Seja uma mulher de identidade e assuma seu posicionamento sobre esse assunto. Seja qual for sua opinião ou sua decisão, lembre-se de que a escolha é sua e a vida também. Ninguém pode interferir nesse momento tão pessoal e íntimo.

RACHEL POUBEL
Terapeuta para Mulheres, organizadora do Coletivo Mulheres de Identidade



Quando falar sobre sexo com o parceiro é dificílimo

O assunto hoje é algo importantíssimo pra você: o sexo e a falta de diálogo sobre sexo. Dificilmente, um casal senta e conversa sobre o assunto. Infelizmente, não é comum o casal analisar como está a relação dos dois e o que um pode melhorar nesse quesito. Dessa forma, muitas mulheres sentem medo de falar com o seu companheiro sobre isso - o que pode ser inclusive um reflexo de outros problemas.

De tanto serem desestimuladas, vejo até que as mulheres perderam a vontade de falar sobre sexo. Muitas também desenvolveram medo de expor a própria opinião, como se fosse algo proibido. Se a mulher tem medo de expor sua opinião sobre outros assuntos, imagine sobre sexo...

Esse problema de ter medo, que infelizmente virou algo muito comum entre as mulheres, começa a tomar proporções inimagináveis. Já ouvi frases do tipo: “se eu falar para o meu marido que não estou sentindo prazer durante a relação sexual, ele pode pensar que eu estou traindo ou que tenho interesse em outra pessoa”. Outra vez, ouvi também: “ele vai achar que ele não está sendo tão bom e eu posso gerar um problema maior ainda”. E, assim, com tais justificativas, essas mulheres se calam para sempre.

Mulher, você precisa ter consciência do que lhe dá prazer. Seu marido é a pessoa que divide sua vida com você, sua maior intimidade. Se não tem abertura para conversar com ele sobre o que lhe dá prazer, sobre os momentos que partilha com ele, que relação é essa? Você acha que está bom assim?

É necessário entender que essa pessoa convive com você, é com quem divide o teto. Você se entrega para ele. Então, com essa pessoa não pode ter restrições de fala, de conversa. Você não pode se resguardar de falar o que pode salvar seu casamento. Ou vai viver para sempre sem ter prazer porque não quer ofender seu parceiro? É você quem já está se ofendendo, se machucando.

Quando não fala, não expõe o que está lhe fazendo mal – talvez até pensando que está fazendo bem para o outro, mas, na verdade, está fazendo um mal para si mesma e também para o outro. Está destruindo a sua identidade e seu relacionamento. Quem não se ama e não pensa no prazer próprio dificilmente vai amar e dar prazer ao companheiro. Pense nisso e tome a atitude de falar para resolver.

RACHEL POUBEL
Terapeuta para Mulheres, organizadora do Coletivo Mulheres de Identidade.

O sexo esfriou. E agora?

Lembra-se do começo do seu namoro? Aquele momento em que toda hora era hora de se pegar, de se beijar, lembra? Era tudo tão gostoso, tão ousado, tudo tão maravilhoso... Agora que vocês estão juntos há anos, diga-me: por que o sexo esfriou?

Infelizmente, este cenário de esfriar a intimidade é uma coisa que acontece com a maioria dos casais. É difícil ouvir um casal dizer que depois de anos o casamento continua a mesma coisa, com o mesmo fogo, o mesmo ânimo. Isso também acontece com você, de esfriar e não saber o que fazer? Se sim, é hora de tomar uma atitude.

O sexo não é a única coisa do casamento, mas óbvio que ele é muito importante. É um momento de parceria, de cumplicidade do casal, em que você troca carícias e prazer. O nosso corpo gosta de sentir prazer, é isso que faz bem. Deixa a pessoa mais energizada, alegre e tranquila, porque sentir prazer é bom.

Se, no seu casamento, o sexo esfriou, você precisa encontrar uma saída uma atitude imediatamente, e não empurrar com a barriga. Comece a pesquisar sobre o assunto, é o primeiro passo. Se for preciso, procure um profissional para lhe orientar. Comece também a trabalhar sua mente nessa direção. Você, mulher, pode exercitar seus pensamentos, buscar algo que lhe dá prazer, ousar mais consigo mesma.

Comece a lembrar dos melhores momentos. Pense como era no começo, mapeie como você fazia, resgate isso. Eu tenho certeza que você vai lembrar de atitudes que davam muito prazer, ações altamente prazerosas, mas que se perderam no tempo. E, então, convide seu parceiro para fazer coisas diferentes, relembrar os momentos, viver o que vai realmente acender de novo a relação de vocês. 
Hoje vocês têm muito mais intimidade, explore o prazer. Acrescente sua experiência, seja ousada, surpreenda seu homem.

Seja uma mulher de identidade, assuma postura de quem sabe o que quer e que busca resolver situações. Procure seu parceiro, resolva isso junto com ele. Vá ser feliz e ter prazer no seu casamento, porque você merece e faz bem.

RACHEL POUBEL
Terapeuta para Mulheres, organizadora do Coletivo Mulheres de Identidade.

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