711 07/08/2020 às 07:00 - última atualização 18/08/2020 às 23:50

Custo da cesta básica caiu em 13 capitais no mês de julho, diz Dieese

Redação Em Dia ES

Em Vitória, os produtos que registaram alta nos preços foram a farinha (3,39%) a manteiga (3,22%) e o leite (2,59%)
Custo da cesta básica caiu em 13 capitais no mês de julho, diz Dieese. Foto: Divulgação
No mês de julho, o custo da cesta básica caiu em 13 das 17 capitais analisadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Nas outras quatro capitais, o custo subiu.

Entre as capitais analisadas, a cesta básica mais cara encontrada foi a de Curitiba, onde o preço médio estava em torno de R$ 526,14; seguida por São Paulo, com custo médio de R$ 524,74. A cesta mais barata era a de Aracaju, com preço médio de R$ 392,75.

O valor da cesta básica de Vitória no mês de julho, registrou queda de 0,34%, passando dos R$ 500,01 em junho para os atuais, R$ 484,80. Em julho de 2020 o valor da Cesta Básica em Vitória representou 50,15% do salário mínimo líquido em comparação aos 51,73% no mês de junho. O trabalhador com rendimento de um salário mínimo necessitou este mês cumprir uma jornada de 104 horas e 04 minutos para adquirir os bens alimentícios básicos.

Em Curitiba, o preço da cesta cresceu 3,97%, o que também ocorreu em Florianópolis, com crescimento de 0,98%, Campo Grande, 1.01%, e Recife crescimento de 0,18%.

Coleta
Por conta da pandemia do novo coronavírus (covid-19), o Dieese suspendeu a coleta presencial de preços e começou a coletar os preços por meio de telefone, aplicativos de entrega, e-mail e consultas na internet. Com a dificuldade para coletar esses dados, a amostra teve que ser reduzida. Somente na capital paulista a coleta continua sendo feita de forma presencial.

“Entretanto, é importante levar em consideração que as variações devem ser relativizadas, uma vez que os preços médios observados são resultado não só da atual conjuntura, mas do fato de não ter sido possível seguir à risca a metodologia da pesquisa. Sem a coleta presencial, os preços podem estar subestimados ou superestimados”, explicou a entidade, ressaltando que os dados captados pela internet referem-se em geral às grandes redes varejistas com lojas online. Outro problema que pode interferir no preço é o fato de que os produtos podem ser de marcas diferentes das que eram habitualmente coletadas na pesquisa presencial.

Salário mínimo
Com base na cesta mais cara do país, o valor do salário mínimo em dezembro, necessário para suprir as despesas de um trabalhador e de sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, teria que ser de R$ 4.420,11, o que corresponde a 4,23 vezes o salário mínimo vigente, de R$ 1.045.
 
 
 

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