675 12/01/2021 às 19:19 - última atualização 12/01/2021 às 19:30

Pesquisa de impactos da pandemia aponta que 86% dos empreendimentos já estão abertos no ES

Redação Em Dia ES

Empreendedores capixabas apostam na normalização das atividades até dezembro deste ano
Pesquisa de impactos da pandemia aponta que 86 dos empreendimentos já estão abertos no ES. Foto: Sebrae/ES
A pandemia do coronavírus, apesar de tantos problemas econômicos e sociais, está trazendo aprendizado para 36% dos empresários capixabas. É o que revela a 9ª pesquisa de impactos da pandemia nos pequenos negócios, realizada no final de novembro, pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), em parceria com FGV, e envolvendo 141 donos de negócios no Espírito Santo. Desses empreendedores, 58% seguem otimistas com a virada de ano, enquanto 42% ainda sentem dificuldades para manter o negócio.
 
Apesar da confiança da maioria, a expectativa dos empresários é que a situação se normalize apenas em dezembro deste ano. "Cerca de 86% dos empreendimentos capixabas estão funcionando, a maior parte deles com adaptações por conta da crise. Isso é um sinal positivo para 2021, mas não significa que será um ano fácil. Muitos empreendedores ainda sentem os impactos de 2020, exemplo disso é que 70% deles possuem dívidas e empréstimos. Será um ano de resiliência e muito trabalho", destaca o diretor técnico do Sebrae/ES, Luiz Toniato.
 
Dívidas e Crédito
 A queda no faturamento mensal por conta da pandemia se tornou uma realidade para 67% dos empresários do estado. Consequentemente, muitos se endividaram. Destes, 30% estão com as contas em atraso. Os demais empresários estão com os compromissos financeiros em dia (40%) ou não possuem dívidas (30%).
 
O empréstimo bancário foi uma opção para 56% dos empreendedores capixabas e é o que mais pesa na conta de 42% deles. Dos que buscaram pelos bancos, apenas 30% conseguiu, 10% aguarda resposta e 60% teve o pedido negado.
 
Investimento
 Dos empreendedores entrevistados pela pesquisa, 32% estão cautelosos quando o assunto é investimento. Destes, 22% alegam não ter condições de investir neste ano, enquanto 10% preferem guardar para uma possível emergência. Os outros 68% farão investimentos: 17% em divulgação do negócio, 11% na capacidade produtiva e de atendimento, 10% em reformas, 10% em capacitação própria, 9% em ampliação do mix de produtos, 7% em modernização do negócio e 4% em outros aspectos. Investir na capacitação de funcionários não é uma possibilidade para os entrevistados.
 
 
 

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